
As Doenças Sexualmente
Transmissíveis (DSTs) são doenças causadas por vários tipos de agentes. São
transmitidas, principalmente, por contato sexual com uma pessoa que esteja
infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas
ou verrugas.
As principais DSTs são:
AIDS
Síndrome da imunodeficiência
adquirida causada pelo vírus HIV é uma das piores DSTs. Este vírus compromete o
funcionamento do sistema imunológico humano, impedindo-o de executar
adequadamente sua função de proteger o organismo contra as agressões externas,
tais como: bactérias, outros vírus, parasitas e células cancerígenas.
Cancro mole :
Manifesta-se através de uma ou
mais feridas pequenas com pus. Após algum tempo, forma-se uma ferida úmida e
bastante dolorosa, que se espalha e aumenta de tamanho e profundidade. Nos
homens, as feridas, em geral, localizam-se na ponta do pênis. Na mulher, ficam,
principalmente, na parte externa do órgão sexual e no ânus e mais raramente na
vagina (ressalte-se que a ferida pode não ser visível, mas provoca dor na
relação sexual e ao evacuar).
Condiloma acuminado (HPV)
O condiloma acuminado é uma DST
que surge na forma de lesão na região genital, causada pelo papilomavirus
humano. O HPV provoca verrugas, com aspecto de couve-flor e de tamanhos
variáveis, nos órgãos genitais. Pode ainda estar relacionado ao aparecimento de
alguns tipos de câncer, principalmente no colo do útero, mas também no pênis ou
no ânus. Porém, nem todo caso de infecção pelo HPV irá causar câncer.
Gonorréia
A gonorréia é a mais comum das
DSTs, a pessoa infectada passa a sentir ardência e dificuldade para urinar. Às
vezes, pode-se notar um corrimento amarelado ou esverdeado que sai pelo canal
da urina, no homem, e pela vagina, na mulher.
Clamídia
A clamídia também é uma das DSTs
mais comuns e apresenta sintomas parecidos com os da gonorréia, como, por
exemplo, corrimento parecido com clara de ovo no canal da urina e dor ao
urinar. As mulheres contaminadas pela clamídia podem não apresentar nenhum sintoma
da doença, mas a infecção pode atingir o útero e as trompas, provocando uma
grave infecção. Nesses casos, pode haver complicações como dor durante as
relações sexuais, gravidez nas trompas (fora do útero), parto prematuro e até
esterilidade.
Herpes
DST que se manifesta na forma de
pequenas bolhas localizadas principalmente na parte externa da vagina e na
ponta do pênis. Essas bolhas podem arder e causam coceira intensa. Ao se coçar,
a pessoa pode romper a bolha, causando uma ferida.
Linfogranuloma venéreo
O Linfogranuloma venéreo
caracteriza-se pelo aparecimento de uma lesão genital de curta duração (de três
a cinco dias), que se apresenta como uma ferida ou como uma elevação da pele.
Essa lesão é passageira e não é facilmente identificada pelos pacientes. Após a
cura da lesão primária, que acontece geralmente entre duas a seis semanas,
surge um inchaço doloroso dos gânglios de uma das virilhas, denominada bubão.
Se esse inchaço não for tratado adequadamente, evolui para o rompimento espontâneo
e formação de feridas que drenam pus.
Sífilis
Um das DSTs mais antigas e
conhecidas da história humana, a sífilis manifesta-se inicialmente como uma
pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas
virilhas, que surgem entre a 2ª ou 3ª semana após a relação sexual desprotegida
com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não
apresentam pus. Após certo tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz,
dando à pessoa a falsa impressão de estar curada. Se a doença não for tratada,
continua a avançar no organismo, surgindo manchas em várias partes do corpo
(inclusive nas palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelos, cegueira,
doença do coração, paralisias. Caso ocorra em grávidas, poderá causar
aborto/natimorto ou má formação do feto.
Tricomoníase
Manifesta-se como corrimento
amarelo-esverdeado, com mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardor,
dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. Na mulher, a doença pode
também se localizar em partes internas do corpo, como o colo do útero. A maioria
dos homens não apresenta sintomas. Quando isso ocorre, consiste em uma
irritação na ponta do pênis.
Donovanose
Os sintomas podem incluir caroços
e feridas de aspecto vermelho vivo e sangramento fácil. Após a infecção, surge
uma lesão na região da genitália que lentamente se desenvolve em forma de
úlcera ou caroço vermelho que, progressivamente, vai danificando a pele a sua
volta.
Pediculose Pubiana
Infestação por piolhos. O piolho
adulto e as lêndeas são encontrados fixados aos pêlos pubianos e também nas
regiões pilosas do abdômen inferior, coxas e nádegas. Ocasionalmente, o piolho
adulto pode ser encontrado nas axilas, pálpebras e supercílios. Principal
sintoma é a coceira.
A camisinha protege de todas as doenças sexualmente transmissíveis
(DSTs)?
Na verdade, não. Mas, protege da
enorme maioria delas. A camisinha é indispensável em todas as relações sexuais,
mas não é infalível para todas as DSTs.
O HPV, por exemplo, é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns e
não pode ser prevenida com o uso da camisinha.
A melhor maneira de se proteger desse vírus é ter um parceiro único, usar
camisinha e visitar regulamente o médico. O HPV tem cura e, quanto mais cedo
ele for detectado, melhor. Mas atenção: para a cura, é preciso que os dois
membros do casal sejam tratados.
Um erro comum de mulheres com HPV diagnosticado é ter vergonha de contar ao
parceiro. Por isso, não se esqueça: se você tem HPV e fez sexo, com ou sem
camisinha, mesmo que seu parceiro não apresente sintoma nenhum, ele pode estar
infectado. Se ele não se tratar, você vai ser infectada de novo.
Outro exemplo de doença que foge da proteção da camisinha é a
pediculose pubiana.
Nada disso significa que você
pode abandonar a camisinha. O preservativo é, até hoje, a única forma de
proteção contra o HIV, o vírus da AIDS, que, apesar de todos os avanços nos
tratamentos, ainda mata e não tem cura.
A camisinha também protege contra
gonorréia, sífilis, herpes, clamídia, tricomoníase e outras doenças.
É possível contrair DSTs no sexo oral?
Sim! O herpes, por exemplo, é
facilmente transmitida durante o sexo oral. E outras doenças, como a sífilis, a
gonorréia, o HPV, o cancro mole e até a AIDS pode ser transmitidas dessa
maneira. É mais difícil, sim, mas não impossível.
A contaminação por essa via é
mais comum em quem pratica o sexo oral do que em quem recebe. Mas isso não quer
dizer que o oposto não ocorra. Também se engana quem acredita que o risco só
existe se houver ejaculação. O simples contato entre o órgão genital e a boca
já é suficiente.
Para evitar contrair DST com sexo
oral a solução é usar camisinha.
Como? No caso da prática em um
homem é fácil: use a camisinha masculina da forma convencional. Se a prática
for em uma mulher, no entanto, pode-se usar uma camisinha partida ou um filme
plástico. Para evitar o gosto ruim do preservativo, prefira aqueles que vêm sem
espermicida ou lubrificante. Uma boa opção é utilizar camisinhas com sabor,
vendidas em farmácias.
Sexo anal é mais perigoso em relação às DSTs?
O sexo anal possui peculiaridades
em relação à transmissão de doenças, pois se trata de uma região que não é
naturalmente preparada para o sexo, ou seja, torna-se mais comum o surgimento
de feridas e cortes que podem facilitar a contaminação.
Também no sexo anal a melhor
forma de prevenção é o uso de camisinha.
Fonte:
http://www.bancodesaude.com.
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