O Paysandu não só está nos meus planos para o ano que vem como
também está no meu coração.” Foi com essas palavras que o meio-campo
Vélber, uma das maiores contratações do Paysandu para a temporada, saiu
da Curuzu após rescindir o seu contrato. O jogador falou por que acabou
não reeditando no Campeonato Brasileiro da Série C o bom futebol
mostrado no último Parazão e revela que está à disposição se o clube
precisar para o projeto para o próximo ano, quando os bicolores
disputam o Estadual, Copa do Brasil e Terceirona.
Vélber era um
dos poucos jogadores regionais que ainda não havia acertado a sua
situação. O contrato, que iria até o final do ano, foi rescindido. Não
houve uma renovação para a próxima temporada, pois o Risadinha iria
fazer exames e buscar uma recuperação de dores que vem sentindo nas
costas. Segundo Antônio Cláudio, o Louro, se o atleta optasse por
voltar a atuar em Belém, a primeira opção seria o Bicolor.
“Apesar
de o meu contrato ter sido rescindido, deixei bem claro que me coloco à
disposição do Paysandu se precisarem de mim. Agora é procurar fazer as
coisas certas para que, em 2010, o time possa vir melhor, com Vélber ou
sem Vélber. Eu com certeza quero ajudar e, se eu tiver que voltar,
quero fazer com que o clube saia da situação em que se encontra hoje”,
falou o jogador.
Para o meio-campista, a temporada poderia ter
sido melhor se o time ascendesse à Série B do próximo ano. A cirurgia
no joelho e as dores nas costas pesaram para a queda de rendimento.
“Cada um tem a sua opinião, mas acredito que depois que o Édson Gaúcho
saiu as coisas ficaram ruins, pois ele conhecia a nossa equipe. Jogaram
uma batata quente pro Válter Lima esfriar e ele não conseguiu. Se ele
tivesse tempo, o time poderia ter sido outro, se comportado melhor.
Quando a pessoa não conhece os atletas que tem, as coisas tendem a não
dar certo”, falou.
Amistosos: um dilema sem fim para a torcida
O homem pode mesmo voltar atrás. Segundo o diretor de futebol
Antônio Cláudio Costa, mais conhecido como “Louro” pelos lados da
Curuzu, o presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, poderá acenar por
uma mudança na sua decisão de paralisar até o mês de dezembro o
departamento de futebol do Paysandu. As correntes internas no Papão são
fortes para que o clube continue atuando na temporada, nem que seja por
amistosos pelo interior.
A indefinição ainda continua. Na
verdade, Luiz Omar só quer que o grupo profissional retorne aos
trabalhos em 1º de dezembro, com a finalidade de evitar despesas e
alegando também que a pressão se os resultados positivos não
aparecessem seriam grandes no bicola, como foi em temporadas passadas.
O mandatário teria deixado claro que retornaria aos trabalhos mais cedo
se existisse o Re-Pa que seria promovido pela Prefeitura de Belém, mas
a coisa anda a passos lentos.
Louro é hoje um dos abnegados que
têm mais influência no Paysandu e, segundo ele, o Bicola não pode parar
suas atividades, pois precisa de dinheiro.
Ele afirmou que a
procura de outras equipes para fazer partidas amistosas estão sendo
grandes, o que seria bom para apresentar um time para a próxima
comissão técnica (Diário do Pará)
|